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De robotização até criptomoedas: a transformação digital do varejo

Mão de robô segurando um cartão de crédito virtual para representar a inteligência artificial e o varejo.

Investimentos estratégicos em novas tecnologias prometem impulsionar a retomada do varejo prevista pelos analistas de investimentos. A expectativa do mercado é que este ano o setor volte aos índices pré-crises já no primeiro trimestre, com expansão superior a 5%, puxada pela melhora do crédito ao consumidor. E na hora de conquistar o cliente vale tudo para melhorar a experiência daquela tradicional compra.

Hoje há um alto nível de exigência marcado pela total adaptação aos meios digitais e ao amplo e fácil acesso à informação. “A maneira de se fazer negócio mudou. É preciso engajar o consumidor aos valores da marca usando os meios e as plataformas corretas para atraí-lo”, disse Thiago Cavalcante, diretor de Novos Negócios da Adaction.

Oferecer o produto sob medida, conforme a necessidade do cliente, por meio de múltiplos formatos de conteúdo para diferentes públicos, será essencial para manter os bons ventos que a economia sopra. E isso vai depender cada vez mais de tecnologias como a programática, pela qual os dados gerados permitem anúncios muito segmentados, olhando perfil do usuário e momento na jornada de compra.

Ao interpretar comportamentos e tirar conclusões que resultem em serviços mais eficientes ao consumidor, amplia-se a receita e reduzem-se custos. Não à toa, a Adaction estima que os investimentos do varejo em marketing digital cresçam 25% este ano diante da perspectiva de mensurar melhorar a performance desses gastos. “O marketing digital deve superar 70% do budget total de Investimento em Marketing até 2024. As empresas pequenas tendem a investir mais em marketing, em termos proporcionais a sua receita, do que as grandes”, destacou Cavalcante.

Segundo ele, haverá ainda o forte incremento dos aportes em marketing mobile, que devem aumentar cerca de 75% nos próximos cinco anos. “Esta é uma tendência que veio para ficar. Os investimentos em digital aumentam em detrimento ao uso de outras mídias. Tudo isso porque através desta estratégia se consegue atingir o consumidor certo na hora certa e com menores custos”, afirmou.

 

Robotização

Precisão, agilidade e segurança também farão da robotização uma tecnologia de grande impacto em todos os processos produtivos de uma empresa, da produção ao atendimento. É cada vez mais comum a presença de chatbots e outros robozinhos em sites corporativos, atuando em conjunto com a Inteligência Artificial.

Aqui no Brasil, o varejo está começando a se habituar com o uso da IA para conquistar novos clientes, fidelizar os atuais, ampliar o leque de vendas dos varejistas e identificar tendências de consumo por perfil de consumidor. “Isso ocorre principalmente por causa da cadeia de marketing e vendas, que é a mais sensível aos avanços da IA. O varejo é um heavy user desses recursos, devido ao contato direto com o consumidor”, disse Rodrigo Cunha, diretor da Neurotech.

A IA tem servido para a identificação do perfil de consumo e comportamento dos clientes, não somente por grandes varejos internacionais, mas também por redes varejistas brasileiras de médio porte. “As ofertas passam a atender exatamente à necessidade do consumidor. Ao tornarem-se mais assertivas, aumentam o ticket do nosso cliente”, afirmou Cunha.

A IA combina uma série de informações que possibilitam personalizar a abordagem e o atendimento a clientes que possuem determinados perfis. “É o que definimos como personas. A análise de clustering, técnica que agrupa dados semelhantes automaticamente, identifica os consumidores que têm maior aderência a um produto ou serviço. Assim, é possível não só aumentar a eficiência na aquisição de novos clientes, mas prevenir a perda de antigos (processo também conhecido por churn)”, explicou.

 

Preços

A IA permite também otimizar as campanhas de marketing. “Há aplicações bem sofisticadas em uso. Elas combinam centenas de variáveis que possibilitam identificar os preços e promoções ideais. Como são variáveis importantes na decisão de compra do consumidor e, ao mesmo tempo, importantes para o varejista não perder margem, é fundamental monitorar a concorrência”, alertou Cunha. Tal acompanhamento auxilia na definição dos valores cobrados pelos produtos, que trarão um equilíbrio entre o que é praticado pela concorrência e o controle da margem.

 

Crédito

O uso de IA também deve crescer para acelerar e ampliar a concessão de crédito, tornando o processo mais eficiente para todo mundo. A Inteligência Artificial consegue identificar rapidamente como é o histórico de pagamento e inadimplência de cada cliente. Assim, reduz o risco de inadimplência e eleva o volume de negócios da empresa. O sucesso desta operação é resultado da avaliação em menor tempo e a identificação precisa de bons pagadores.

Quanto mais lento e burocrático for o processo de análise do crédito, maior o potencial de gerar estresse com o consumidor e eventualmente à desistência das vendas e/ou do crédito. Além disso, a visão total do perfil e comportamento do cliente, pode resultar na negação do crédito ou aprovação indevida.

Cunha explicou que a eficiência da Inteligência Artificial no processo de concessão de crédito torna a experiência melhor, fidelizando e aumentando o volume de transações. Por outro lado, a redução de processos operacionais garante economia para as financeiras.

 

Criptomoedas

As transações financeiras no e-commerce devem ganhar novo contexto com as moedas digitais, as criptomoedas. Muitas pessoas utilizam essa modalidade de pagamento para vender e é uma boa forma de atrair mais clientes e um diferencial para atender esse consumidor 4.0. “Usar uma criptomoeda abre portas para inovações futuras e coloca a empresa um passo à frente da concorrência”, disse Osman Velasquez Júnior, co-CEO da GoMoney.

Os produtos tendem a ser mais baratos porque a criptomoeda possui menos taxas, logo o custo do produto pode ser menor. Problemas como confirmação de pagamento não existem. Portanto, a confirmação é praticamente instantânea (em até 10 minutos), e isso faz o cliente ficar mais tranquilo em saber que o produto será entregue mais rápido. “E também abre oportunidades para novas rotas comerciais globais, eliminando barreiras como os vistos nos processadores de pagamentos que só existem em certos países”, explicou.

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