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Redução da SELIC: cripto ativos se apresentam como alternativa para investidores que buscam rentabilidade

Banco Central corta taxa Selic para 3,75% e investimentos em renda fixa perdem para a inflação

 

Crescimento de madeira gráfico com o ícone de seta na pilha de moedas de ouro. Taxa SELIC.

Seguindo uma tendência mundial de juros baixos, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou novo corte na taxa Selic. Com a redução de 0,5%, o Brasil passa a ter juros negativos, já que taxa básica é menor do que a inflação, 4% ao ano. É interessante observar que o corte da Selic corrige para baixo o rendimento da renda fixa, já que a Poupança, Tesouro Direto, CDBs, entre outro estão atrelados a taxa básica de juros. Nesse cenário, o mercado de criptoativos se apresenta como uma alternativa interessante para os investidores que desejam maior rentabilidade.

Faz praticamente um mês que estamos acompanhando as bolsas de valores pelo mundo todo despencarem em função da pandemia do coronavírus. As especulações da crise já afetaram diretamente os mercados do turismo, do comércio e a demanda por petróleo. No Brasil, pela primeira vez na história, a Bolsa de Valores de São Paulo acionou circuit break seis vezes dentro de um período de 10 dias.

A instabilidade também atingiu o mercado de cripto ativos. No dia 13 de março o Bitcoin, moeda mais conhecida é a primeira em capitalização de mercado, chegou a ser negociado a ﹩4.000 dólares e muitas outras moedas digitais perderam valor. No entanto, diferente de outros mercados financeiros, já é possível observar a recuperação das principais criptomoedas, que essa semana, entre os dias 16 e 20 de março voltaram a subir. Nos últimos dias, o Bitcoin já está sendo negociado acima de ﹩6.000 dólares.

“Isto mostra uma solidez do mercado de ativos digitais e sobretudo, uma mudança no comportamento dos investidores, que estão esperando uma forte retomada de valoração nesse tipo de investimento”, afirmou Roberto Cardassi, CEO da BlueBenx, plataforma internacional de cripto ativos e security tokens.

Um dos fatores que contribuem para a alta das criptomoedas, apesar da pandemia, é o ápice dos infectados na China, um dos países que mais utilizam os ativos digitais. O país está diante da diminuição de casos e da possibilidade da vacina, fatores que influenciam os investidores voltarem a ter confiança. As criptomoedas são ativos globais e o efeito da pandemia do coronavírus acontece nos mercados locais. Ou seja, a influência que cada mercado sofre com os efeitos da doença é maior ou menor de acordo com a expansão e contenção do vírus. Enquanto o Brasil está vivendo o início dos surtos, a China já controlou a doença, trazendo maior estabilidade para as negociações de ativos.

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