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Prefeitura de SP pode reduzir R$ 130 milhões em gastos com uso do blockchain por ano

Software de fiscalização que utiliza blockchain traz criptografia, rastreabilidade e compliance das informações de resíduos produzidos na cidade de São Paulo

Por Gabriel Dias*

blockchain

Com o uso da tecnologia em blockchain, o software de fiscalização e rastreabilidade, CTR-E, fiscaliza os entes envolvidos na cadeia do lixo – geradores, transportadores e receptores. Por causa da inovação, estima-se que a Prefeitura de São Paulo consiga reduzir em até R$ 130 milhões por ano os gastos com papéis, burocracia e fiscalização. O CTR-E foi desenvolvido pela startup PlataformaVerde em 2017 e doado para a Prefeitura para auxiliar no gerenciamento do destino de resíduos.

O CTR-E traz como inovação o uso de blockchain. A tecnologia permite criptografia, rastreabilidade e compliance das informações, e garante o controle e transparência entre todos os entes envolvidos durante todas as etapas do caminho do lixo. “No fim, além do município, beneficiamos toda cadeia de resíduos na cidade, desde lojas, indústrias e serviços, transportadores, destinadores e a fiscalização”, declarou Chicko Sousa, fundador e CEO da PlataformaVerde.

De acordo com o decreto Nº 58.701/2019 e a Resolução 130/AMLURB/2019, todos os estabelecimentos privados (indústria, comércio e serviços) situados no municípios de São Paulo devem realizar o cadastro (LINK) na Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), órgão responsável pela gestão dos resíduos e limpeza urbana da cidade paulistana.

Os entes são cadastrados no CTR-E, que fiscaliza o que é gerado e para onde é destinado os resíduos produzidos. A Amlurb e Subprefeituras conseguem acompanhar quando os materiais são destinados de forma errada e punir empresas que desrespeitem a lei ambiental. De acordo com a PlataformaVerde, a estimativa é que sejam cadastradas 360 mil empresas ainda este ano.

 

Desenvolvimento do software

Em 2015, como os resíduos começariam a ser enviados para diversas recicladoras e não apenas para o aterro, as concessionárias de limpeza urbana de São Paulo precisavam de um projeto de controladoria das plantas mecanizadas que receberiam os resíduos da coleta. “Foi aí que entendemos que um software seria a solução mais viável operacionalmente, e iniciamos o piloto com o primeiro módulo de controle em agosto de 2015”, relatou Chicko Sousa.

Durante o piloto, a startup percebeu que tinha um possível produto em mãos e procurou a Renault Brasil para estabelecer uma parceria.

“Com a ajuda da Renault, efetuamos diversas modificações processuais no software convertendo-o em um SaaS (Software as a Service). Após um ano de piloto com a Renault, em 2016, criamos o nosso MPV e abrimos para o mercado em janeiro de 2017, com apenas 1 cliente”, contou Sousa.

 

Blockchain é o futuro

De acordo com Chicko Sousa, o mundo tem desafios homéricos no que tange à sustentabilidade e ao meio ambiente. O CEO da PlataformaVerde afirma que a necessidade de resolver esses problemas está com pressão cada vez maior e prazos menores, o que torna a necessidade de mudança algo mandatório. “Tudo está interligado de uma forma tão intrínseca que todas as soluções precisam e devem ser compartilhadas. A tecnologia vem para eliminar essas barreiras e reduzir fronteiras”, completou.

É necessário coletar o que há de melhor em soluções, tratamento, redução de desperdícios e otimização de processos. O CTR-E é uma dessas soluções e já contempla resultados significativos graças ao uso de tecnologia.

“Este é um exemplo perfeito de como o blockchain veio para ficar e ainda vai colaborar, e muito, com o desenvolvimento de um planeta mais sustentável”, afirmou Chicko Sousa.

 

Blockchain e muito mais no Fórum Blockmaster

A PlataformaVerde vai participar do Fórum Blockmaster, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto. A startup pretende revelar os serviços do software CTR-E, as vantagens do ecossistema da PlataformaVerde e detalhar o Decreto 58.701, o qual determina que estabelecimentos comerciais que geram mais 200 litros por dia de lixo devem se autodeclarar como grande gerador de resíduos.

Além da PlataformaVerde, mais de 50 palestrantes apresentarão ideias, cases e estratégias sobre a tecnologia blockchain e o mercado de criptoeconomia. Participe do Fórum e saiba mais sobre as tendências da nova economia global.

>> Faça a sua inscrição NESTE LINK

 

*Gabriel Dias é jornalista formado no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Analista de Comunicação no Digitalks, Gabriel também tem experiência nas áreas de jornalismo político. Trabalhou em agências de comunicação e na Câmara dos Deputados. Gosta de produzir conteúdos digitais e foca no Marketing Digital.

 

 

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