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Mercado de arte se rende ao Bitcoin

Iniciativas como essa se tornarão cada vez mais frequentes, devido ao desenvolvimento acelerado do mercado de tokenização de ativos e de bolsas de negociação de criptoativos

 

*Por Crypto Watch

 

Atualmente, o mercado de arte é de US$ 60 bilhões e é dominado por algumas casas de leilões como a Christie’s e a Sotheby’s, que controlam o mercado há centenas de anos.

Marcelo Garcia Casil é fundador e CEO da Maecenas – uma plataforma de leilões de arte online para colecionadores  que vendem obras de arte de valor superior a US$ 1 milhão. Iniciativas como essa se tornarão cada vez mais frequentes, devido ao desenvolvimento acelerado do mercado de tokenização de ativos e de bolsas de negociação de criptoativos, ligados à arte e galerias independentes , competindo contra grandes casas de leilão e distribuidores. Há um mercado disruptivo surgindo em velocidade alta e os pagamentos de obras de arte utilizando-se de Bitcoin, só tem aumentado.

O mercado de arte em geral está aquecendo o potencial de uso e pagamento via criptomoedas, em parte devido à capacidade dupla do blockchain de estabelecer a proveniência das obras de arte e, assim, reduzir a dependência de corretores e outros intermediários. O mercado de arte está mais aquecido que outras modalidades de investimento. Como podemos ver no gráfico abaixo.

O mundo da arte está flertando com o Bitcoin há alguns anos, apesar de que casa de leilões Sotheby’s afirmar que não têm planos de aceitar a moeda.

Em abril de 2015, o Museu Austríaco de Arte Aplicada/Arte Contemporânea (MAK) foi o primeiro museu do mundo a comprar uma obra de arte usando o Bitcoin.

O artista holandês Harm van den Dorpel criou um protetor de tela de edição limitada que foi criptograficamente autenticado através do blockchain.

E a galeria online Cointemporary exibe obras de arte digitais de artistas contemporâneos internacionais que só podem ser compradas com o Bitcoin. As compras são transacionadas pela Coinbase.

À CNN, o Dr. Garrick Hileman, historiador econômico da Universidade de Cambridge e da London School of Economics, afirma que o Bitcoin pode ser considerado um milagre econômico por causa de sua capacidade de processar pagamentos em qualquer tamanho.

Mais importante ainda, Hileman explicou que no mundo da arte, em que os compradores geralmente pagam dezenas de milhares de dólares pelos bancos para processar pagamentos multimilionários, o Bitcoin tem o potencial de evoluir para o método preferido de pagamento. Ele adicionou:

“Se você está pagando apenas uma taxa de transação de US$ 2 em uma obra de arte que vale dezenas de milhares, a taxa é basicamente zero. Mas se você está pagando dois ou três por cento em uma obra de arte com esse valor, então os números podem subir um pouco. ”

 

*O texto foi escrito por Leandro França de Mello e publicado, originalmente, no Crypto Watch.

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