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Mercado imobiliário: tokenização é a oportunidade para investidores do setor

Os ativos digitais são o futuro para simplificar e democratizar o mercado imobiliário

 

Por Gabriel Dias*

O maior mercado de ativos do mundo é o imobiliário. De acordo com o levantamento do popular site para verificação dos preços das criptomoedas, CoinMarketCap, os ativos de ouro, moedas tradicionais, ações, dividendos e criptomoedas ficam atrás do valor de todo o mercado imobiliário. Ou seja, o real estate são os maiores ativos do mundo e a tokenização imobiliária está democratizando e facilitando os investimentos neste setor.

 

Rubens Neistein no palco do Fórum BlockMaster 2019.

 

O diretor executivo da Blockmaster Brasil, Rubens Neistein, divulgou no Fórum Blockmaster 2019, as possibilidades e oportunidades que o blockchain possibilita no mercado imobiliário. “A forma como o mundo está lidando com dinheiro está mudando. Ativos digitais são a nova classe de investimentos”, afirmou Neistein.

Existem inúmeras modalidades de investimento: educação, poupança, tesouro direto, CDB, CDI, fundos imobiliários, ações, câmbio, e agora também ativos digitais, ou tokens.

 

O que são os tokens?

Os tokens são informações criptografadas e os registros de sua movimentação fica disponível através de uma blockchain. A posse de um token confere ao seu detentor direitos específicos dentro daquela rede de usuários, podendo ser:

  1. Reserva de um valor monetário;
  2. O direito ao uso de um serviço;
  3. O direito de propriedade de um determinado ativo real;
  4. O direito a dividendos;
  5. O direito a voto nas decisões de uma empresa.

 

Os tipos de tokens

Tokens são divididos em três categorias: utility tokens (usado para fornecer acesso digital a uma aplicação ou serviço), payment tokens (usado como moeda ou pagamentos) e security tokens (representa a propriedade de um ativo real, geralmente na forma de dívida, imóveis e ações).

 

O que é a tokenização no mercado imobiliário?

Ao mesmo tempo que o real estate market é o maior mercado de ativos do mundo, ele também possui alguns pontos que necessitam ser desenvolvidos por conta do alto custo, demora ou dificuldade de transações.

De acordo com Rubens Neistein, o setor imobiliário é uma classe de ativos muito ilíquida, com descontos de 10% ou mais na hora de vendas imediatas. Além, do custo final de transacionar uma propriedade ser inflado em até 22% do valor real da propriedade. “A tokenização de imóveis resolve muitos desses desafios”, declarou Neistein.

Soluções como: liquidez a ativos privados que atualmente encontram dificuldade e altos custos em seu processo de unir compradores e vendedores; fracionamento, o que permite mais inclusão nos investidores, pois os custos não necessariamente precisam ser integrais; agilidade nas transações devido à liquidação imediata dos tokens; além da globalização, a qual aumenta o pool de investidores do mercado global para qualquer pessoa que tenha acesso uma conexão com a internet.

“O mercado imobiliário é um dos mais estáveis do mundo e com um dos maiores retornos. Graças às tecnologias revolucionárias (tokens), os investimentos imobiliários ficam mais simples”, disse Rubens Neistein.

 

Tokens no mercado imobiliário já acontece no mundo

Um dos exemplos de negócios que trabalham com os tokens no mercado imobiliário é o site americano Alt.Estate, que consegue vender fracionado os imóveis. Quando um dono de imóvel pretende vender a propriedade ou alguma fração dela, o site verifica e precifica o local. Após disso, o Alt.Estate tokeniza a propriedade virtualmente, dividindo o imóvel em múltiplas frações.

Interessados negociam os tokens que representam as frações da propriedade. Os tokens são negociados na plataforma Alt.Estate e os preços são definidos pelo saldo dos pedidos de compra e venda.

Os Estados Unidos não é o único país que já atua com o fracionamento de imóveis e tokenização imobiliária. Ao redor do mundo, países como Japão, Suíça, França e Indonésia já permitem ativos digitais dentro do setor. No Brasil, ainda não é possível este tipo de investimento por conta de regulação, mas os brasileiros já podem negociar propriedades, inteiras ou fracionadas, pelo mundo.

*Gabriel Dias é jornalista formado no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Analista de Comunicação no Digitalks e na Blockmaster, Gabriel também tem experiência nas áreas de jornalismo político. Trabalhou em agências de comunicação e na Câmara dos Deputados. Gosta de produzir conteúdos digitais e foca no Marketing Digital.

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