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Islândia é o novo paraíso para mineração de Bitcoin

*Por Criptomoedas Fácil 

 

Com o crescimento do interesse pelo Bitcoin e pelas criptomoedas, também aumentou a vontade de empresários em iniciar operações com mineração de Bitcoin e, em busca de obter a melhor relação custo/lucro, os investidores têm buscado duas características principais: energia barata e temperaturas amenas. Estes fatores fizeram da China e do Paraguai, inicialmente, paraísos de mineração e lar de grandes fazendas de mineração com galpões ou containers abarrotadas de ASICs, no entanto, esta tendência já mudou, como mostra uma reportagem da agência de notícias britânica BBC.

A Islândia tem atraído cada vez mais mineradores devido ao seu clima frio e sua capacidade de gerar energia a “custo zero”, renovável. Os hardwares de mineração esquentam e precisam ser mantidos resfriados. Por sorte, a Islândia está bem equipada para lidar com esse problema. Arni Jensen, do Borealis Data Center, que opera uma fazenda de mineração no país, diz que não há necessidade de instalar unidades de resfriamento por causa do clima frio da Islândia, que acaba regulando o calor interno das minas a partir do exterior. Em outras palavras, não é necessário gastar dinheiro para resfriar os computadores.

Em meio a dezenas de armazéns, em um prédio comum abriga uma dessas operações coordenada, Jensen que explica como o edifício, outrora uma garagem de uma base militar dos EUA perto da capital islandesa, Reykjavik, ganhou nova finalidade, com prateleiras de computadores e fios pendurados.

“Pegamos a placa dentro do computador que faz a tela funcionar, e empulhamos várias delas – 10 ou 15 – em um quadro. Isso nos permite executas os algoritimos”, diz ele.

Já no campo da energia, a Islândia tem um suprimento quase ilimitado sob seu solo. O pequeno país possui uma série de usinas de energia geotérmica que usam o vapor extremamente quente da água para alimentar turbinas e gerar enormes quantidades de energia barata.

“Até o final deste ano, os data centers na Islândia usarão mais eletricidade do que todas as casas do país juntas”, diz Johann Sigurbergsson, da empresa de energia geotérmica HS Orka.

*Matéria escrita por Cassio Gusson e publicada originalmente no portal Criptomoedas Fácil

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