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[Fórum Blockmaster 2018] Exchanges Centralizadas e Descentralizadas: inimigas ou aliadas?

Entenda a diferença entre as exchanges centralizadas e descentralizadas e descubra qual a melhor opção para você

 

*Por Bianca Borges

Luiz Calado, CEO da Braziliex, fala sobre as exchanges centralizadas e descentralizadas

 

Na era da blockchain, as exchanges surgiram para facilitar a troca de criptoativos por moedas locais. Para falar sobre os dois tipos principais tipos de exchanges – as centralizadas e as descentralizadas – Luiz Calado, CEO da Braziliex, esteve presente hoje, dia 12 de novembro, no Fórum Blockmaster 2018.

Ele começou sua palestra ressaltando a questão da segurança nesse ambiente de exchanges:

“O fato dessas empresas terem centralizado todos os criptoativos, acaba atraindo alguns hackers. Aliás, o fato de você estar em um sistema centralizado atrai mais hackers”.

 

Exchanges Centralizadas

Durante sua apresentação, Calado falou sobre as características dessas empresas, incluindo em seu discurso, os pontos negativos e positivos que cada tipo de exchange traz.

A exchange centralizada é aquela que vai cuidar do seu criptoativo por você. Nesse caso, você não precisa ter uma chave privada, e os criptoativos ficam guardados em um servidor.

O CEO citou alguns benefícios das exchanges centralizadas:

“A economia é voltada para a centralização. A corretora centralizada te permite dar ordens personalizadas de venda. O sistema observa quantas pessoas estão vendendo e faz o trading de compras pra você, dentro do sistema da corretora. Dessa forma, você não paga taxa para nenhum minerador. [Além disso], a velocidade é instantânea e você pode entrar em contato com a Exchange se algo der errado. Você também tem maneiras de acompanhar o desempenho do ativo”.

É importante ressaltar que 99% do volume mundial de criptomoedas é negociado em exchanges centralizadas. Outros benefícios mencionados por Calado foram:

  • Essas corretoras aceitam a moeda fiat;
  • É possível identificar quem o dono da maior parte dessas instituições;
  • Se você tiver algum problema terá a quem recorrer e poderá reclamar na justiça, se necessário.

 

Exchanges Descentralizadas

Em relação às exchanges descentralizadas, também conhecidas como DEX, não existe um modelo único de organização.

“Essas corretoras tem esse nome – DEX –  porque, ao invés de você guardar os seus bitcoins em algum cofre, elas usam as redes dos próprios usuários, as wallets dos usuários”, definiu Calado.

Algumas características das DEX são:

Um fato relevante mencionado pelo CEO, foi a centralização de algumas carteiras em determinadas DEXs para justificar o lançamento do token que começou a ser cobrado. Além disso, essas corretoras descentralizadas não podem ser fechadas, as transações são mais anônimas.

Mas existem algumas desvantagens também. Calado comentou sobre elas:

“A usabilidade na DEX é mais complicada que em uma corretora centralizada. É importante também desmistificar o mito de que a DEX é de graça. Normalmente, tem uma taxa que você não está vendo e a velocidade pode deixar a desejar se comparada a uma centralizada.

O executivo apontou em que situações uma DEX pode ser mais interessante que a corretora centralizada:

Para tokens em geral. Nas DEXs você vai ter muito mais opções. EM compensação em um corretora centralizada você terá conversão da sua moeda [no caso o Real] em criptoativos já em organizações descentralizadas isso não é possível”, revelou o CEO.

 

A questão da segurança

No final da palestra, Calado falou sobre o risco de roubos nas corretoras, desmistificando a ideia das DEXs serem mais seguras.

“Nas DEXs o risco é entendido como menor porque elas ganharam popularidade recentemente. Os hackers não vão invadir algo para roubar centavos. Como nas DEXs o movimento monetário não é tão grande quanto nas corretoras centralizadas, elas acabam não sendo tão atraentes para os hackers, por isso, parecem ser mais resistentes a ataques”.

E indicou a criação de wallet própria para quem deseja ter mais segurança:

Se você tem muito dinheiro em criptoativos, você precisa ter uma carteira para guardar os seus criptoativos”.

 

*Bianca Borges é jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Jornalista e Analista de Conteúdo na Blockmaster e no Digitalks, também tem experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos mas, atualmente, seu foco é Digital.

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